Mundo
Estudantes ateiam fogo ao Ministério da Educação durante protestos na Albânia
Dezenas de milhares de estudantes voltaram a sair às ruas na Albânia em protesto contra os custos da educação e a deterioração das instalações escolares.
Os estudantes envolveram-se em confrontos com a polícia e atearam fogo ao edifício do Ministério da Educação, provocando um incêndio que afetou os primeiros dois andares do edifício.
“Deixem arder, deixem arder", gritavam os estudantes, ao mesmo tempo que lançavam dispositivos incendiários que provocaram outro incêndio numa agência bancária próxima.
Os estudantes marcharam em direção ao edifício do Parlamento e forçaram a entrada no Ministério das Finanças. Este é o segundo dia de protestos violentos, com a polícia a recorrer a gás lacrimogéneo e canhões de água, tendo detido um número indeterminado de manifestantes.
Os estudantes protestam para denunciar a deterioração das instalações, o custo da educação, a escassez de apoio financeiro e as poucas oportunidades de emprego após a graduação.
As universidades de Elbasan, no centro do país, e Shkodër, no norte, suspenderam as aulas em solidariedade com os protestos.
Governo condena violência
A vice-primeira-ministra da Albânia, Albana Kociu, reconheceu o direito de protestar, mas pediu aos estudantes que se abstenham de cometer atos de vandalismo e de recorrer à violência, e denunciou os "interesses políticos" por detrás destas manifestações.
"O protesto é um direito legítimo, mas não pode ser usado como justificação para a violência, a destruição da cidade ou confrontos horríveis no meio da rua", disse Kociu numa mensagem partilhada no Facebook.
A polícia também divulgou um comunicado a pedir calma aos manifestantes.
"Qualquer pessoa que use violência, incendeie ou destrua propriedades, ou ataque agentes da polícia, assume responsabilidade individual e responderá perante a lei, de acordo com as infrações cometidas", afirmou a polícia.
Os protestos representam a manifestação mais violenta contra o primeiro-ministro Edi Rama, que conquistou um quarto mandato nas eleições de maio do ano passado. Desde então enfrenta crescente descontentamento devido a suspeitas de corrupção que envolve altos funcionários.
Para além disso, o líder do governo tem sido também alvo de críticas após ter aprovado a construção de um hotel de luxo numa zona protegida na costa sul da Albânia – um projeto apoiado por Jared Kushner, genro de Donald Trump.
c/agências
“Deixem arder, deixem arder", gritavam os estudantes, ao mesmo tempo que lançavam dispositivos incendiários que provocaram outro incêndio numa agência bancária próxima.
Os estudantes marcharam em direção ao edifício do Parlamento e forçaram a entrada no Ministério das Finanças. Este é o segundo dia de protestos violentos, com a polícia a recorrer a gás lacrimogéneo e canhões de água, tendo detido um número indeterminado de manifestantes.
Os estudantes protestam para denunciar a deterioração das instalações, o custo da educação, a escassez de apoio financeiro e as poucas oportunidades de emprego após a graduação.
As universidades de Elbasan, no centro do país, e Shkodër, no norte, suspenderam as aulas em solidariedade com os protestos.
Governo condena violência
A vice-primeira-ministra da Albânia, Albana Kociu, reconheceu o direito de protestar, mas pediu aos estudantes que se abstenham de cometer atos de vandalismo e de recorrer à violência, e denunciou os "interesses políticos" por detrás destas manifestações.
"O protesto é um direito legítimo, mas não pode ser usado como justificação para a violência, a destruição da cidade ou confrontos horríveis no meio da rua", disse Kociu numa mensagem partilhada no Facebook.
A polícia também divulgou um comunicado a pedir calma aos manifestantes.
"Qualquer pessoa que use violência, incendeie ou destrua propriedades, ou ataque agentes da polícia, assume responsabilidade individual e responderá perante a lei, de acordo com as infrações cometidas", afirmou a polícia.
Os protestos representam a manifestação mais violenta contra o primeiro-ministro Edi Rama, que conquistou um quarto mandato nas eleições de maio do ano passado. Desde então enfrenta crescente descontentamento devido a suspeitas de corrupção que envolve altos funcionários.
Para além disso, o líder do governo tem sido também alvo de críticas após ter aprovado a construção de um hotel de luxo numa zona protegida na costa sul da Albânia – um projeto apoiado por Jared Kushner, genro de Donald Trump.
c/agências